ÁGUA-DE-COLÔNIA ATRAVÉS DOS TEMPOS: SUAS ORIGENS E EVOLUÇÃO

Quem ainda não ouviu falar em colônia, água-de-colônia, cologne, eau de cologne? Ela é ideal para o dia a dia por imprimir uma sensação suave e sutil, e em três séculos de existência, ela já foi descrita como cheirosa, refrescante, luxuosa e até milagrosa. Portanto, saiba como surgiu a água-de-colônia e a diferença entre perfume e colônia. Não Perca!

Não existe uma única definição para a palavra “cologne/colônia”. No dicionário Larousse Français “água-de-colônia” (em francês: eau de cologne) é definido como uma solução alcoólica de óleos essenciais (bergamota, limão…) usada como complemento da toilette diária.

Já no Aurélio, água-de-colônia é uma solução alcoólica de essências de bergamota, de limão e de lavanda, usada como perfume. Também se diz colônia.

Mas sabemos que a arte da perfumaria está sofrendo transformação gradual e contínua, ou seja, está em constante evolução. Portanto, continue lendo e saiba como surgiu a água de colônia e sua transformação ao longo do tempo.

 

ÁGUA DE COLÔNIA ATRAVÉS DOS TEMPOS: SUAS ORIGENS E EVOLUÇÃO

 

Giovanni Maria Farina, de origem italiana, nasceu em 1685, em Piemont, Itália, e morreu em 1766, em Colônia, Alemanha.

Foi ele quem lançou no mercado a água-de-colônia, inicialmente desenvolvida por seu tio, Jean-Paul Feminis. Assim criou, em 1709, “Cologne” de Farina Gegenüber, a mais antiga Casa de Perfumes, que existe até hoje.

Giovanni deu o nome de Eau de Cologne à sua criação em homenagem a sua nova cidade residencial, Colônia ou Cologne, em francês. Hoje, essa Eau de Cologne é produzida pela oitava geração de descendentes de Giovanni e a receita do perfume permanece um segredo da família e, apesar da curiosidade dos turistas e clientes, o acesso à fábrica também é restrito.

No século XVIII, a Eau de Cologne foi amplamente utilizada por reis e suas respectivas cortes. Muitos tentaram copiar a fragrância e o nome Eau de Cologne, mas como naquela época não existia proteção de marcas, “água-de-colônia” converteu-se no nome de um tipo de perfume.

Geralmente, águas-de-colônia tem de 2 a 5% de essência, ressaltando-se que a Eau de Cologne de Giovanni Maria Farina contém mais do 5% de fragrância. Então, tecnicamente, não deveria ser uma água de colônia.

A segunda água-de-colônia mais conhecida é a Eau de Cologne Original 4711; porém, como vimos anteriormente, esta não foi a primeira.

A origem data de outubro de 1792, quando o filho de um banqueiro da família Mühlens, de Colônia, celebrou seu casamento e recebeu de um monge Chartreux a fórmula de uma “Aqua Mirabilis”. Consciente do valor daquele presente, Mühlens construiu uma fábrica para a sua produção, que recebeu o nome de “4711”, em referência ao período de ocupação da cidade pelas tropas francesas de Napoleão, que renumeraram todas as casas da cidade, e a fábrica ocupou o número 4711.

As águas-de-colônia eram bastante inovadoras, pois se tratavam de fragrâncias mais frescas, em contraposição aos aromas mais fortes que se usavam naquela época. Foi graças a isso que Colônia foi reconhecida, nos séculos XVIII e XIX, como a Cidade dos Perfumes.

A água-de-colônia tinha um público cada vez maior, a ponto de se tornar, no século XIX, o perfume preferido da burguesia. Sua ação estimulante e refrescante é, de fato, incontestável.

Napoleão era um grande adepto da fragrância, tanto para perfumar-se como para ingeri-la… E, em 1810, promulgou um decreto para que fossem divulgados oficialmente os segredos da fórmula de medicamentos. Os fabricantes da água-de-colônia não gostaram muito da ideia e decidiram dar ao produto uma nova imagem, e a qualificaram de “Eau de Toilette (água-de-toilette) para uso externo”.

E, assim, com o tempo, vieram outras águas, como, por exemplo:

 

 

A Água de Colônia criou um novo conceito no setor de perfumes: o da colônia, um composto no qual a proporção de óleos de perfume de origem vegetal oscila entre 5% e 10%.

Uma coisa é certa: a água-de-colônia atravessou épocas e fronteiras. O que era uma inovação naquela época, hoje é vista como um clássico da Perfumaria!

 

PERFUME OU COLÔNIA?

 

O que diferencia uma fragrância de outra, basicamente, é a concentração e a qualidade das matérias-primas usadas na elaboração.

 

EAU DE COLOGNE (ÁGUA-DE-COLÔNIA)

Tem concentração entre 2% e 5% de matérias-primas puras. É mais leve e tende a não durar o dia inteiro.

 

EAU DE TOILETTE

Tem um pouco mais de fragrância, com 5% a 15% de matérias-primas aromáticas. É o tipo de perfume mais vendido no mundo.

 

EAU DE PARFUM

É mais concentrado. Tem entre 15% e 18% de matérias-primas, o que ajuda a fixar melhor as fragrâncias na pele.

 

PARFUM

Tem a maior concentração de matérias-primas aromáticas, mais de 30%. É a versão mais bem-acabada de um perfume, com mais fragrância pura.

 

MODO DE USAR

 

Veja como acertar na compra, aplicar de forma correta e aumentar a durabilidade do seu perfume favorito.

Experimente uma série de opções, borrifando a fragrância primeiro nas fitas de papel disponíveis nas lojas. Sempre experimente o favorito na pele antes de levá-lo para casa.

Os óleos essenciais do perfume acabam se misturando aos óleos naturais da pele. É por isso que o perfume se fixa melhor em peles normais e oleosas. Para melhorar a fixação em peles secas, basta usar um hidratante antes da aplicação.

Para prolongar a ação do perfume, aplique-o na nuca e nos pulsos. Borrifar um pouquinho na roupa também vale: tecidos fixam muito bem as fragrâncias.

Perfume não tem data de validade e, se bem guardado, pode durar muito tempo. O ideal é mantê-los nas caixas, longe da incidência de luz, ou em um armário fresco e escuro. Evite deixá-los no banheiro ou em locais com muita variação de temperatura.

Para estender a vivacidade de perfumes muito antigos, guarde-os na geladeira a uma temperatura de cerca de 12º C.

Veja também “GENEALOGIA DOS PERFUMES”.

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