TRANSIÇÃO CAPILAR

Os cachos estão com tudo e não estão prosa! Cada dia mais vemos mulheres assumindo os fios crespos e cacheados de suas madeixas. E essa ascensão representa a aceitação a beleza natural e a contestação dos padrões de beleza impostos. No entanto, recuperar a forma original dos cabelos, bem como manter a beleza dos fios encaracolados exigem cuidado especial e uma certa paciência. Portanto, entenda o que é a transição capilar, o tempo que demora para recuperar os fios, os cuidados que deve ter e algumas técnicas que irão ajudar a diminuir a diferença na aparência entre as partes do cabelo. Confira!

Depois da chegada da escova progressiva no final da década de 1990, o aumento de alisamentos e padronização de cabelos lisos como belo cresceu significativamente, porém em 2016 o número de buscas no Google pelo termo “cabelo cacheado” superaram pela primeira vez no Brasil as pesquisas voltadas ao cabelo liso. Isso demostra que cresce o número de pessoas que querem fazer o caminho de volta e ter os cabelos mais naturais e volumosos.

Assim, extrapolando tendências, a volta dos cachos não tem nada de passageira, como já podemos perceber, pois está conectada ao movimento de cuidar dos fios de forma mais natural, bem como a valorização da autenticidade e diversidade dos cabelos.

Cada vez mais presente em campanhas publicitárias, no visual de ícones de beleza e no espelho de quem nem pensa em abrir mão de seus caracóis, a valorização dos cabelos volumosos e a adesão aos fios crespos e cacheados simboliza afirmação, empoderamento, autoestima, liberdade de escolha e quebra de paradigmas de beleza. Afinal, cabelos ondulados, cacheados e crespos também são belos.

Se deseja fazer a transição capilar ou está vivenciando-a, saiba que se trata de um momento de aceitação e de paciência, pois lidar com diferentes curvaturas exige tempo e cuidados especiais, principalmente se passou anos submetendo os cabelos a procedimentos de alisamento.

 

TRANSIÇÃO CAPILAR

 

A transição capilar consiste em parar de realizar qualquer tipo de química para alisar, amaciar ou modelar os fios, como alisamento, relaxamento e progressiva, e deixar os fios crescerem naturalmente.

Para resgatar a textura original dos fios é importante que durante a transição, fase que o cabelo está se reestruturando, evite o calor em excesso de secadores, chapinha e modelador de cachos, pois eles danificam os fios.

Durante a transição é aconselhável cortar gradativamente o comprimento dos fios para ir eliminando a química e agilizar o processo de crescimento e renovação dos fios. Se possível, encare a tesoura mensalmente.

Ou realizar o big chop ou BC, termo em inglês que significa “grande corte”. O big chop corta toda a parte que contém química dos cabelos, assim não precisará lidar com o volume na raiz dos cabelos que se contrapõe com as pontas lisas. O grande corte pode ser realizado em qualquer momento da transição, quando se sentir preparada, afinal abrir mão dos fios longos e aderir um visual completamente diferente não é uma decisão fácil. Também é importante ter cuidado com a hidratação, nutrição e restauração, bem como pentear os cabelos molhados e com o auxílio de um creme para evitar a quebra dos fios.

Não é possível informar um tempo exato de duração para a transição capilar, pois o tempo de crescimento do fio é determinado geneticamente, logo depende da velocidade de crescimento de cada tipo de cabelo.

Além disso, o tempo de duração da transição capilar pode ser influenciado por vários fatores como a idade, características dos fios, químicas realizadas e condição nutricional. Levando em consideração que o crescimento capilar equivale a aproximadamente 1 cm por mês e no caso dos crespos, o tamanho pode equivaler à metade, por causa da curvatura, é preciso ter paciência para não acreditar em propagandas enganosas ou se frustrar. Há pessoas que passam mais rapidamente por esse processo, mas há quem leve anos para conseguir retirar toda a textura alisada dos fios.

Veja abaixo os principais dilemas enfrentados por quem passa pela transição capilar.

 

1- Ansiedade: Durante a transição é comum não se sentir bonita e querer acelerar o processo, mas tenha paciência, é só uma fase!

 

 2- O cabelo solto não agrada: O cabelo está meio liso, meio ondulado e deixá-lo solto pode não lhe agradar muito. A dica é prender o cabelo! Use e abuse dos penteados: coques altos, rabo de cavalo despojado ou presos baixos, na altura da nuca.

 

3- Não conhecer os próprios fios: Depois de tanto tempo com os fios lisos é difícil saber lidar com as novas texturas do cabelo. Para te ajudar nesse momento use acessórios como lenços e faixas, que disfarçam a raiz e conferem todo um estilo ao look, ou faça a texturização.

 

TÉCNICAS DE TEXTURIZAÇÃO PARA FACILITAR A TRANSIÇÃO CAPILAR

 

Um dos incômodos durante a transição capilar é a diferença entre o formato do cabelo ainda alisado e do natural que cresce. Mas existem diversas técnicas para disfarçar as diferentes texturas do cabelo sem utilizar química.

 

1 – Fitagem:

Nesta técnica, os cabelos recém lavados são divididos em diversas partes e cada parte recebe um pouco de leave-in, gel ou gelatina para então ser amassado com os dedos, em direção a raiz, estimulando a formação dos cachos.

A técnica é repetida em todo o cabelo, que pode secar naturalmente ou com uso de um difusor.

 

2 – Twist:

A texturização com twist parece bastante com uma trança, só que ao invés de trançar três mechas, ela é feita apenas com duas mechinhas. Basta separar o cabelo já limpo, úmido e desembaraçado em mechas mais grossas. Em cada mecha aplique um pouco de creme para pentear, depois divida a mecha em duas partes e enrole uma na outra, como se estivesse torcendo o cabelo. Prenda as pontas com um elástico e espere que estejam secos para soltá-los cuidadosamente.

 

3 – Tranças:

A técnica das tranças é bem parecida com o twist. Basta separar o cabelo em pequenas mechas e trançá-las. Depois de secas, desmanche cuidadosamente cada uma das tranças. O resultado fica natural e bem definido.

 

4 – Coquinho:

Como o nome já sugere, a técnica consiste em pequenos coques ao redor da cabeça, presos com elásticos, que podem variar de acordo com a quantidade dos seus fios.

Com o cabelo limpo e úmido, divida-o em pequenas seções, de acordo com o tamanho do cacho que você quer formar. Se quiser um cacho mais aberto, faça seções maiores. Se desejar cachos mais fechadinhos, faça seções menores.

Mecha a mecha, aplique o ativador de cachos ou creme de pentear. Depois, torça o cabelo e enrole em pequenos coquinhos. Fixe com grampos ou elásticos.

Solte o cabelo somente após oito horas ou mais, quando o cabelo estiver bem seco para que o formato pegue de maneira mais firme.

 

5 – Flexi Rod ou Bigudinhos:

O apetrecho lembra muito os antigos bobes, mas em uma versão muito mais moderna e colorida. São bastões feitos de espuma, flexíveis com circunferências de várias medidas, para possibilitar diversos tamanhos de cachos, que ajudam a definir os cachos e dar forma para a parte alisada.

Nesta técnica, basta dividir o cabelo lavado e úmido em várias mechas. Separe uma das mechas e passe um pouco de creme para pentear e, então, enrole os fios no bigudinho. Prenda-os com grampos para mantê-los bem firmes. Deixe por algumas horas e, em seguida, retire com cuidado.

Lembrando que cada tipo de cabelo reage de formas diferentes as texturizações, portanto teste e escolha a melhor técnica para você!

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