ALISAMENTO, ESCOVA PROGRESSIVA E RELAXAMENTO: QUAL A DIFERENÇA?

Em contramão a onda dos cabelos naturais, muitas mulheres ainda preferem manter os fios lisos, seja pela praticidade, gosto ou simplesmente porque resolveu mudar. Mas, quem quer alisar as madeixas precisa ficar atenta com tantos tratamentos para saber qual é o ideal. Portanto, veja a diferença entre os principais produtos para deixar os fios lisos e como escolher o melhor procedimento para o seu tipo de cabelo. Não Perca!

 

 

A ESTRUTURA DOS CABELOS

 

Os cabelos são constituídos por proteínas, entre 65 a 95%, que são condensadas por 22 tipos de aminoácidos, além de conter água, lipídeos, pigmentos e elementos como zinco e ferro.

Basicamente, o cabelo é uma haste composta por duas proteínas, a queratina que é responsável pela dureza, e a melanina que confere a cor aos fios.

A estrutura do fio é composta pela medula, parte mais interna e com células esparsas; pelo córtex, formado por células mais coesas e por fibras e fibrilas de queratina, distribuídas de acordo com a informação genética; e pela cutícula, que é a camada mais externa, cuja função é proteger as células do córtex, além de regular a saída e entrada de água, mantendo as propriedades físicas da fibra, tais como brilho e maciez.

A cutícula é constituída por um material proteico, sendo composta por seis a dez camadas de células sobrepostas. Em razão da forma como se sobrepõem, apenas um sexto dessas células fica exposta na superfície do cabelo.

O córtex contém a maior parte da massa da fibra. Nessa camada, as células estão embebidas em uma matriz proteica, rica em cistina. A medula, parte mais interna do fio capilar, apresenta-se de forma muito descontinuada, podendo não ser encontrada, dependendo do tipo de cabelo.

A distribuição de queratina dentro do córtex é o que determina a forma do fio. Quando a distribuição é homogênea, o fio é liso; se ela tende a ficar mais acumulada de um lado do que de outro, o cabelo é encaracolado.

Espessura, tamanho e forma dos cabelos estão diretamente ligados a informação genética, transmitida de pais para filhos.

 

ALISANDO OS CABELOS

 

A saga das mulheres brasileiras por cabelos lisos tinha como aliado, nos anos 1930, um aparato chamado cabelisador. Parente distante da chapinha, o instrumento era uma espécie de haste de metal, que era levada a brasa ou ao fogão e depois usado para alisar os cabelos.

Dos anos 1940 em diante, tornou-se bastante utilizado o pente de metal, que também aquecido no fogo, cumpria a mesma tarefa do cabelisador. Esse pente de metal, popularmente conhecido como “pente quente”, ainda era popular entre mulheres de baixa renda nos anos 1980.

A partir da década de 50, começaram a ser usados os primeiros alisadores químicos, feitos a partir da soda cáustica (hidróxido de sódio). Nesse período e durante muito tempo, havia quem passasse os cabelos a ferro, literalmente, entortando o pescoço na tábua de passar roupas.

Nos anos 1980, foram criados vários produtos para amenizar os efeitos danosos causados por processos de alisamento, muitos deles a base de queratina. Os salões passaram a oferecer a técnica de relaxamento, que ganharia mais força nos anos 1990. Os produtos, na sua grande maioria importados, tinham formulações mais suaves e que proporcionavam aspecto mais natural.

Atualmente, a aceitação do cabelo crespo e cacheado tem sido cada vez mais pautada no universo de beleza. E mesmo com todo o movimento de empoderamento e auto aceitação dos cabelos naturais, ainda existem muitas mulheres que preferem os fios lisos, seja pela praticidade, gosto ou simplesmente porque resolveu mudar.

E não há o menor problema nisso! Mas você sabia que existe uma grande diferença entre relaxamento capilar, alisamento e escova progressiva?

 

ALISAMENTO, ESCOVA PROGRESSIVA E RELAXAMENTO: QUAL A DIFERENÇA?

 

O Relaxamento é um processo químico mais fraco com pH entre 9 a 10,4, que altera permanentemente a textura do fio de cabelo natural para que ele tenha um aspecto liso ou ondulado. Entretanto, ele não muda totalmente a estrutura dos fios, deixando-os apenas menos volumosos e mais disciplinados.

Então, a técnica ajuda a deixar os cachos mais abertos, reduz o volume do cabelo e mantém as ondas mais naturais, mas não alisa totalmente. E é por isso que depois de um relaxamento, você pode conservar algumas ondas do cabelo, já que a mudança não costuma ser tão brusca.

Nesta técnica não é necessário a utilização de calor de escova ou chapinha para finalizar o processo, por causa do fenômeno chamado “supercontração”, que fornece tensão suficiente para alisar a fibra em uma base permanente.

Os relaxantes podem ser denominados Lye Cáusticos que são irritantes a pele e ao couro cabeludo como o hidróxido de sódio, hidróxido de lítio ou uma combinação deles, ou No-Lye ou Não Cáusticos que tem menor potencial de irritação como hidróxido de potássio ou hidróxido de cálcio.

Já o Alisamento é um tratamento químico de força máxima com pH entre 10,5 a 14, que reestrutura os componentes do fio e tem efeito permanente. Durante o processo, as ligações do cabelo são quebradas por um agente alcalino presente na formulação, à base de hidróxidos ou amônia, como por exemplo o hidróxido de guanidina e reorganizadas com a aplicação de calor e posteriormente neutralizados, onde os fios são selados quimicamente.

O alisamento deixa os fios bem lisos e chapados, e é ideal para quem realmente deseja uma mudança definitiva no cabelo já que não haverá a opção de voltar aos cachos sem ter que passar pela transição e o big chop.

É importante ressaltar que cada alisante é diferente entre si, seja em princípio ativo, seja em composição e tratamento. Antes de optar por um ou outro, é importante visitar um bom profissional da beleza e entender como é o seu cabelo em termos de padrão de cachos, elasticidade, textura, entre outros, para saber se ele está saudável o suficiente para receber o processo químico.

A Escova Progressiva está no grupo dos ácidos e o seu procedimento, que é especifico para mudar a forma e diminuir o volume dos fios, transforma o formato da haste capilar combinando o uso de uma emulsão condicionante contendo ácido glioxílico, por exemplo, aliado ao processo térmico, utilizando secador e chapinha.

Esse tipo de técnica não consiste em uma mudança profunda na estrutura da fibra capilar, mas alisa os cabelos progressivamente como o próprio nome já diz

O mecanismo de ação dos ácidos acontece pelo meio reacional ácido, que provoca alterações químicas significativas na estrutura dos aminoácidos e nas pontes dissulfeto, originando uma estrutura biopolimerizada de característica hidrofóbica, após o enxague, associado ao calor de 180°C a 230°C, conferindo o efeito liso aos cabelos.

 

COMO ESCOLHER O MELHOR PROCEDIMENTO?

 

Um erro bastante comum é acreditar que existe uma técnica perfeita para cada curvatura de cabelo. Na verdade, a textura do cabelo é o que pode ser fator predominante na hora da escolha.

Quem tem o cabelo fino ou médio deve optar sempre por produtos mais fracos, ou seja, por aqueles que relaxam os fios. Já para cabelos grossos, produtos alisantes podem garantir um resultado mais eficaz. Alguns pontos podem te ajudar a escolher o melhor procedimento para o seu caso:

 

1 – Conheça seu Tipo de Cabelo: Existem diferentes tipos de tratamentos para diferentes tipos de cabelos. Usar um tratamento que não seja adequado para seu tipo de cabelo pode danificar muito seus fios.

2 – Considere Tratamento Antigos: Fez tintura? Tem um alisamento anterior? Toma algum remédio para o cabelo? Saiba que discutir seu histórico capilar é essencial, pois se seu cabelo já foi submetido a algum procedimento no passado, é preciso saber se o novo tratamento é compatível ou não.

3 – Conheça sobre o Profissional e o Salão: Qualquer que seja sua escolha, é sempre bom procurar um profissional na hora de alisar as madeixas. Mas, não qualquer profissional. Saiba mais sobre o profissional e o salão onde pretende realizar o procedimento, pesquise o histórico na internet, indicações e boas avaliações. Acima de tudo, o profissional tem que conhecer sobre cabelo, porque cada caso é um caso, e se usar o produto errado irá prejudicar os fios.

Veja também “BATONS”.

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