O ENVELHECIMENTO DA PELE

O tempo não para! Apesar de não ser sobre a música do Cazuza que estamos tratando aqui, a afirmação não poderia ser mais verdadeira. O tempo não para… e como os outros órgãos do corpo humano, a pele também envelhece. Portanto, saiba mais sobre as transformações que essa camada protetora passa ao longo do tempo, entenda sobre a fisiologia e as etapas que compõem seu processo de envelhecimento. Confira!

A população do Brasil está envelhecendo, e esse fenômeno global, que está associado ao aumento da expectativa de vida e a redução dos índices de natalidade, está tornando o país mais velho a cada geração.

E a pele reflete, de forma implacável, os efeitos da passagem do tempo, por ser nosso “escudo” contra as agressões externas e fatores ambientais aos quais estamos expostos ao longo da vida.

Mas engana-se quem acredita que os sinais do tempo aparecem somente com a idade. Os primeiros sinais do envelhecimento podem aparecer antes! Por isso, é importante  se cuidar para que esses sinais não mostrem que a pessoa é mais velha do que realmente é.

Veja abaixo quais os sinais que costumam aparecer antes do tempo normal:

Sardas: Abaixo dos olhos e do nariz, as sardas podem aparecer antes dos 20 anos. Essas manchinhas claras são sinais muito precoces de que a pele já está envelhecendo;

Linhas de expressão: Por volta dos 30 anos de idade, as linhas de expressão começam a dar seus primeiros sinais. Se não tratadas, podem evoluir para rugas e ficarem mais profundas;

Ganho de flacidez: Após os 30, também é possível que homens e mulheres tenham uma perda de sustentação e elasticidade da pele. Isso pode ser notado, principalmente, na região do pescoço.

Manchas: O sol é um dos principais inimigos da pele. Ele causa o envelhecimento precoce quando o indivíduo não toma os devidos cuidados, e pode acelerar o aparecimento dos sinais do tempo. Entre eles, as manchas, que podem se tornar permanentes, se não houver tratamento dermatológico.

Continue lendo e entenda melhor.

 

FISIOLOGIA DA PELE

 

Sendo o maior órgão do corpo humano, correspondendo a 16% do peso corporal, a pele determina o limite com o meio externo e exerce diversas funções, como regulação térmica, defesa do organismo, controle do fluxo sanguíneo e proteção do organismo contra diversos agentes do meio ambiente.

Por meio da pele sentimos calor, frio, pressão, dor e tato. Ela protege o corpo da perda excessiva de água, de atritos e dos raios UV. E é formada por três camadas:

 

Epiderme: É a camada mais superficial da pele e protege o corpo das agressões externas. A epiderme é constituída por células epiteliais que são produzidas na camada mais inferior da epiderme e se multiplicam continuamente. Dessa forma, as novas células geradas empurram as mais velhas para cima, em direção à superfície do corpo.

Conforme envelhecem, as células epidérmicas tornam-se achatadas. Elas passam a fabricar e a armazenar uma proteína resistente e impermeável, a queratina. As células mais superficiais, quando são cobertas de queratina, morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável, chamado camada queratinizada ou córnea.

Na epiderme, também existem os melanócitos. Localizados nas camadas inferiores, eles produzem a melanina, pigmento que determina a cor da pele.

A epiderme não possui vasos sanguíneos, assim, os nutrientes e oxigênio chegam a essa camada por difusão, a partir dos vasos sanguíneos da derme.

A epiderme dá origem aos anexos cutâneos: unhas, pelos, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas. O sebo, produzido pelas glândulas sebáceas, protege a pele contra o excesso de água na superfície, evita o crescimento de bactérias e fungos e promove a emulsão de algumas substâncias.

 

Derme: Localizada entre a epiderme e a hipoderme, essa camada é responsável pela resistência e elasticidade da pele.

Na derme estão localizados os vasos sanguíneos e linfáticos que vascularizam a epiderme. Nela também estão os nervos e os órgãos sensoriais associados a estes, incluindo vários tipos de sensores de estímulos vibracionais e táteis, de pressão, mecânicos, térmicos de frio e, em especial, os dolorosos.

 

Hipoderme: É terceira e última camada da pele, formada basicamente por células de gordura. Conhecida como sistema subcutâneo, essa camada une e distribui a derme e a epiderme ao longo do corpo, permitindo que as duas primeiras camadas deslizem livremente sobre as outras estruturas do organismo.

A hipoderme atua como reserva energética, isolante térmico e oferece proteção contra choques mecânicos.

 

PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA PELE

 

O envelhecimento pode ser definido como um processo complexo e multifatorial, influenciado por fatores genéticos, ambientais e comportamentais, associado ao acumulo de uma grande variedade de danos moleculares e celulares.

A trajetória do envelhecimento acontece de maneira diferente para cada um. Apesar de ser um fenômeno biológico, alguns fatores podem influenciar o envelhecimento cutâneo. Entre estes fatores estão: poluição, exposição à radiação UV, tabagismo, estresse, falta de sono, alimentação inadequada, excesso de ingestão de álcool e sedentarismo, além dos fatores genéticos de cada pessoa.

O envelhecimento da pele pode ser dividido em dois tipos: cronológico e ambiental. O envelhecimento cutâneo cronológico é decorrente da passagem do tempo, determinado por fatores genéticos, pelo estado hormonal e por reações metabólicas.

Esse tipo de envelhecimento altera as camadas da pele, reduzindo a capacidade de regeneração celular e da atividade das glândulas que produzem sebo e suor, diminuindo sua elasticidade, aumentando a flacidez e favorecendo o aparecimento de rugas, marcas e manchas.

Também se observa a redução de ceramidas, colesterol e ácido graxo que são fundamentais para a manutenção da função barreira da pele. Além disso, ocorre a redução da hidratação da pele devido à perda de retenção de água, devido ao envelhecimento hormonal, bem como a diminuição da secreção de sebo pelas glândulas sebáceas, agravando as condições da pele envelhecida seca e favorecendo o aparecimento de rugas. Há também perda de massa muscular que propicia maior flacidez.

Os radicais livres que são gerados durante o envelhecimento reagem com moléculas de colágeno e elastina causando quebras e alterações em sua estrutura. Com o passar dos anos, os efeitos cumulativos dos radicais livres começam a desacelerar a capacidade de autor reparo do organismo e os sinais desse estresse oxidativo ficam evidentes na pele através de rugas, flacidez e manchas senis.

De forma geral, pode ser dividir o envelhecimento cronológico em 3 etapas principais:

 

1 – Surgimento das linhas de expressão e perda de luminosidade: Com a queda na produção de colágeno, surgem as primeiras linhas finas e rugas de expressão;

2 – Rugas profundas e início da perda de firmeza: Período no qual o colágeno e a elastina se desgastam mais intensamente e, devido a maior flacidez, as rugas se tornam profundas;

3 – Perda do contorno facial: Geralmente ocorre nas peles maduras. A redução considerável de colágeno natural, além da reabsorção das estruturas gordurosas e de tecido ósseo, provocam a queda da pálpebra superior em direção a pupila (ptose da pele) e a perda do contorno facial.

 

Já o envelhecimento ambiental é causado por fatores externos como a exposição ao sol e outros fatores ambientais como alimentação inadequada, poluição, tabagismo e estresse.

A radiação ultravioleta é o fator ambiental que mais contribui para o envelhecimento precoce da pele nas regiões expostas ao sol, decorrente de uma série de alterações bioquímicas e fisiológicas, que compreendem: estresse oxidante, com mutações e/ou alterações no DNA; lipoperoxidação, com a formação de radicais livres; foto-oxidação de proteínas; desequilíbrio na produção de enzimas antioxidantes; entre outros fatores.

O fotoenvelhecimento é um processo cumulativo que depende do grau de exposição solar e da pigmentação cutânea. E para avaliar os sinais do fotoenvelhecimento, Glogau e colaboradores (1994 e 1996), propuseram uma classificação em quatro tipos de pele:

 

Tipo 1: Sem rugas ou rugas mínimas, fotoenvelhecimento precoce e cicatrizes mínimas de acne.

Tipo 2: Rugas em movimento, fotoenvelhecimento precoce a moderado, manchas marrons precoces, ceratose palpável, linhas nasolabiais começam a aparecer e discretas lesões de acnes.

Tipo 3: Rugas em repouso, fotoenvelhecimento avançado, discromia e cicatrizes de acne.

Tipo 4: Rugas visíveis e disseminadas, fotoenvelhecimento severo, pele cinza-amarelada, lesões malignas e cicatrizes de acne.

Outro fator do envelhecimento ambiental é o tabagismo. Os fumantes apresentam envelhecimento mais intenso, podendo desenvolver até 5 vezes mais rugas faciais do que os não fumantes, devido à perda de elasticidade cutânea e diminuição do fluxo sanguíneo da pele, que dificulta a oxigenação dos tecidos. O tabagismo causa alterações cutâneas semelhantes as resultantes da exposição crônica a radiação UV, sendo um fator ambiental importante relacionado ao envelhecimento prematuro da pele.

A poluição além de causar envelhecimento cutâneo precoce, também pode agravar casos de dermatite atópica, levar a alterações na composição do sebo, causar danos a função de barreira, psoríase, manchas, acne e até mesmo câncer de pele.

Hábitos alimentares também contribuem para acelerar os sinais de envelhecimento. O consumo excessivo de açúcares, carne vermelha e frituras aumenta a produção de radicais livres, que aceleram o envelhecimento celular.

Veja abaixo as principais mudanças no processo de envelhecimento da pele.

 

 

Por fim, no processo de envelhecimento cronológico, tem-se a formação de linhas finas e rugas, uma pele ressecada, escamosa e flácida. Já o processo de envelhecimento ambiental resulta na hiperpigmentação, rugas mais profundas e falta de hidratação da pele.

 

CRONOLOGIA DA PELE

 

A grande maioria dos jovens não tomam os cuidados necessário para a proteção adequada da pele. Não se protegem do sol, fumam, não se alimentam direito… e tudo isso vai fazer diferença mais para frente. A maneira como cada um envelhece é um reflexo da sua trajetória de vida.

O envelhecimento saudável é aquele no qual buscamos, acima de tudo, qualidade de vida. Buscar desenfreadamente uma juventude que já passou traz angustia e frustação.

Os cabelos e as rugas do rosto fazem parte da sua história de vida e perceber que toda idade traz sua beleza, são atitudes fundamentais para aceitação plena nessa fase da vida.

Por isso, se cuide! Se ame!

 

Veja também “A LIBERDADE DOS CABELOS GRISALHOS”.

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